quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A Comunicação e o Desenvolvimento de Regiões de Fronteira


Tem-se a comunicação como uma ferramenta que colabora para a conscientização e, consequentemente, a transformação da sociedade através da formação de uma opinião pública qualificada. Ela ajuda na organização popular na comunidade através da mobilização social e exerce um papel fundamental na intermediação entre a sociedade e as autoridades civis.
A comunicação, não só ao difundir as igualdades regionais, mas também suas desigualdades, contribui por suscitar o interesse dos gestores públicos pela busca de métodos apropriados para supera os entraves do desenvolvimento regional. A comunicação social é uma grande ferramenta que se bem usada pode ajudar na aproximação da sociedade com os atores sociais para o desenvolvimento social regional, e no caso da região Fronteira Oeste, na integração com os países vizinhos, como a Argentina e o Uruguai.
No entanto, mesmo com o avanço acelerado da tecnologia e o acesso a ela ficamos sabendo mais sobre a União Europeia e os Estados Unidos do que dos nossos parceiros comerciais: os países vizinhos. Isto porque, não temos um veículo regional, e sim veículos de mídia de grande porte que são comerciais e estão localizados nos grandes centros e, portanto, focados nesses países desenvolvidos por interesses de patrocinadores, que normalmente são empresas internacionais.
Para que a sociedade e os poderes políticos possam se mobilizar para valorizar as potencialidades da região e a efetiva integração é compreensível que para isso haja a necessidade de uma boa comunicação, espaço suficientemente grande nos veículos de comunicação com pautas direcionadas às essas regiões ou uma mídia que trabalhe especificamente temas que abordem a região.
Com a globalização se sabe que toda e qualquer iniciativa de gestão política deve priorizar a integração, por aprofundar os laços com os parceiros regionais (cidades vizinhas) e por ampliar o leque de abrangência das decisões políticas. Sempre levando em consideração que não basta somente a aproximação econômica, mas cultural e para isso a comunicação é primordial. Cientes das mudanças em que o mundo contemporâneo e o Brasil, na última década, estão passando, os gestores devem estar apercebidos que sem uma união regional há o perigo de a região ficar estagnada economicamente e culturalmente.
Assim, fica claro que para o desenvolvimento é necessário juntar forças com as cidades vizinhas, criar blocos econômicos, locais e regionais e para que essa consolidação seja efetivamente concreta é necessária uma identidade “única” (principal), que se constrói e se mantém através da comunicação. Somente fortalecendo a região através de uma união cultural, econômica e política é que se construirá um futuro sem desigualdades e carências sociais.

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Portfólio: Cezar Brites

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