quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A Identidade Cultural e o Desenvolvimento Regional


O gaúcho da fronteira-oeste do Estado possui uma relação muito próxima com a cultura dos países vizinhos Argentina e Uruguai. Isso se dá por causa da própria formação dos territórios que sempre foram marcados por muitos embates por terras com os europeus (portugueses e espanhóis), que resultaram em muito derramamento de sangue. Esse processo criou distintas concepções de fronteira (culturais, simbólicas, geográficas e históricas).
A identidade cultural do gaúcho é uma das mais complexas de se entender. Por ela possuir características marcantes, quem sabe, seja a mais diferenciada do território brasileiro. Por isso, pode-se pensar então que o gaúcho (especialmente o da fronteira) não representa a cultura nacional; longe disso, ele é um resultado de uma miscigenação de culturas de argentinos e uruguaios; que juntos concebem uma nova identidade: o gaúcho de fronteira.
Ao se pensar em desenvolvimento para essa região é primordial levar em conta a história e a formação da cultura do gaúcho de fronteira. Pois ela ainda se reflete em muito no pensamento atual, mesmo que de forma inconsciente. Essa visão nos permite perceber que ainda há muito a ser feito para alavancar o crescimento econômico nesta região que está entre as mais carentes do Brasil. As ações devem reconhecer que já existe uma história bem marcada nesta região e que qualquer iniciativa deve levá-la em consideração. E, a partir daí, o Estado deve propor projetos sociais que contemplem essa cultura e a identidade local, assim como sua potencialidade.
Essas ações vão desde um conjunto de decisões ordenadas com o objetivo de estimular e promover o desenvolvimento da cultura missioneira, o turismo, infraestrutura e tecnologia. Deve-se estimular a diversificação da matriz econômica e até discutir questões culturais e permitir a participação do indivíduo nas decisões que envolvem a comunidade.
Cabe então ao governo promover a participação do indivíduo nas deliberações e para isso é preciso criar espaços em que o cidadão possa assumir seu papel e fazer parte das decisões, pois assim, ele leva consigo sua formação e identidade cultural, permitindo um maior comprometimento com as ações sociais voltadas para o crescimento econômico e a melhoria da qualidade de vida.

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